DEPOIMENTOS DE SUPERAÇÃO E SUCESSO

Assertività - Vila Mariana

 

São Paulo, 12 de maio de 2018

 

Agradeço a todos que aqui conquistei.

Quando cheguei nessa clínica, estava decidida a resgatar um desejo que tinha ficado para traz, marquei a entrevista e logo já comecei as aulas, no começo foi difícil, muita informação ao mesmo tempo.

Mas eu pensava: eu vou conseguir!... e com incentivo dos meus amigos e alguns familiares segui em frente.

Cada aula era uma prova que eu chegaria aonde eu queria, algumas vezes fiquei estressada, mas a cada dia que passava eu ia melhorando.

É muito importante ter o apoio de pessoas que demonstram que gostam de você, para nos sentirmos confiantes e capazes.

Enfim estou aqui hoje me sentindo capaz e realizada como condutora, segura no que faço e aprendendo sempre alguma coisa, no qual quando você está nos primeiros tempos não consegue assimilar tudo, mas com tempo e treino a gente acaba lembrando do que já havia aprendido.

Eu não teria como demonstrar minha alegria neste dia tão especial e esperado de um objetivo realizado.

Quero agradecer a uma pessoa que me ajudou muito a psicóloga “Eloisa” sempre preocupada com nossas dificuldades mecânicas e nosso psicológico até mesmo em assuntos particulares, aos AT’S  que me treinaram por quase todo curso, ao Júnior que conheci a pouco tempo e Rafael que me auxiliou no final desse curso me dando atenção e tirando algumas dúvidas que iam surgindo. Como não poderia esquecer a secretária minha Marcinha sempre com sorrisão e simpatia no atendimento.

Eu não poderia sair e não deixar uma palavra de incentivo para as pessoas que estão precisando de ajuda.

Que não desistam dos seus sonhos e objetivos sejam eles o que forem, o importante são as realizações!

Obrigado a todos que passaram pela minha vida me apoiando e me incentivando com palavras de carinho.

 

Todos somos capazes, se eu consegui vocês também conseguirão!

 

Obrigado por tudo

 

V.O.V.P.

São Paulo, 05 de abril de 2018

 

Superação é a palavra de hoje que nesta data muito especial ficará marcado na minha vida. Superar algo não é uma tarefa fácil, achava que seria impossível voltar a dirigir.

Mas como se diz: “sempre há uma esperança” e foi certamente o que aconteceu comigo. Só de pensar em ter que dirigir, passava mal...vinham sentimentos de culpa e fracasso. Fiquei 5 anos sem pegar o carro.

Durante esse tempo fiz várias tentativas em autoescolas e não tive nenhum resultado. Graças a uma grande amiga que conhecia e já havia feito o tratamento na clínica, consegui chegar até aqui para buscar ajuda. Logo no início notei algo muito especial, não eram apenas profissionais capacitados, mas também preparados para tratar os clientes com amor, dedicação e sensibilidade. No início foi muito difícil vir as aulas, o corpo tremia e os pés e mãos suavam. Tive minhas primeiras aulas com o AT (Acompanhante Técnico) programadas pela psicóloga Helena que aos pouquinhos foi se tornando algo muito bom, o fato de pegar o carro foi como uma pequena luz no fim do túnel... nem tudo estava perdido. A terapia em grupo realizada durante o tratamento foi muito importante no carro e na minha vida particular, hoje vivo melhor e vejo situações difíceis de forma diferente. Aqui também conheci pessoas maravilhosas que estão no meu coração. Voltar a dirigir é uma grande conquista e não um luxo, hoje eu posso, eu consigo, eu sou independente.

Agradeço aos AT’S que estiveram comigo nas aulas de direção e com muita paciência me suportaram nos dias que eu não queria nada. Agradeço a Márcia (secretária) pela paciência e carinho. Agradeço a psicóloga Helena que é a grande responsável por todas estas conquistas alcançadas aqui na clínica.

 

A clínica está de parabéns, continuem com este brilhante trabalho que só vocês sabem fazer.

 

Sentirei saudades.

 

I. A.O.

 
 

Assertività - Santana

 

São Paulo, 13 de março de 2017

 

Dirigir sempre foi meu sonho desde a adolescência, a sensação de liberdade e independência que tinha ao ver as pessoas dirigindo me encantava.

O processo de tirar a habilitação foi tranquilo e a ansiedade de terminar e sair por aí dirigindo me enchia de expectativas e fazia diversos planos pra quando estivesse apta.

Até que com a habilitação em mãos, percebi que dirigir não era somente aquilo que via nas aulas de direção, me deparei com a loucura do trânsito de São Paulo e com diversas situações tanto técnicas quanto sociais, nas quais as auto escolas tradicionais não nos preparam.

 Então o sonho foi substituído pelo medo, insegurança, impotência e sensação de incapacidade total ao ver que não seria tão fácil como pensei. Foram três anos de tentativas com familiares, que sempre foram muito pacientes e me apoiaram, e diversas aulas em escolas que oferecem aulas para habilitados. Mais nada parecia resolver o meu problema, e todos os sintomas ganhavam mais força a cada tentativa frustrada de dirigir.

Foi então que através de uma amiga de trabalho que me indicou a Clínica, enxerguei mais uma oportunidade de realizar meu sonho. Foram meses ensaiando um simples telefonema para tirar dúvidas e planejando o que dizer para justificar algo que, para outras pessoas parecia tão simples, mas que eu não conseguia fazer.

Bem, tomei coragem, marquei minha avaliação e começamos uma longa caminhada rumo ao processo de dirigir. Digo começamos, porque assim me sinto com toda equipe da Clínica, senti que meu sonho era compartilhado por eles todas as vezes que entrava na clínica e recebia ao sair para a aula de direção uma simples “boa aula” da secretária, pela paciência, compreensão e respeito de cada um dos técnicos, em especial o Rafael e o Marcos, e pelo profissionalismo e palavras sempre reconfortantes da Fabiana, que de um modo tão simples nos faz enxergar o quão capazes somos não somente de dirigir, mas de realizar qualquer coisa que quisermos em nossas vidas.

Não foi fácil chegar até aqui, é uma luta interna e externa constante, inúmeros obstáculos surgem no nosso caminho que nos fazem querer desistir e acreditar que realmente não nascemos para isso. Mas como dizia meu pai e maior incentivador, que acabei perdendo durante o tratamento: - “Filha tudo que você quiser você consegue, e ainda vou te ver dirigindo. – Não podemos desistir nunca, pois “Nada é tão nosso quanto os nossos sonhos”.

 

E hoje me despeço realizada com o coração alegre, na certeza de que ainda tenho muito a vencer, mas o maior deles que era o medo, já não é maior do que a minha vontade de dirigir. Hoje posso ir onde eu quiser dirigindo o meu carro, e agora com uma companhia especial que é o meu bebê, fazendo com que o sonho se torna uma necessidade.

Gratidão especial aos meus familiares que sempre estiveram ao meu lado e não me deixaram desistir, a todos os profissionais da Clínica e as “poderosas” do grupo, que com suas experiências de vida tornaram-se grandes exemplos para mim e me fizeram crescer muito como pessoa, com as suas histórias de superação.

 

R. C. G.S.

Piracicaba, 6 de agosto de 2016

 

Há 26 anos atrás, eu com a minha carteira nacional de habilitação, tinha que atravessar um túnel dirigindo o meu carro de marca Chevette de cor bege, dado de presente por meu pai. Logo na entrada do túnel vi e percebi o quanto ele era grande, escuro, infinito... então senti um medo aterrorizante e não entrei, e por não entrar dirigindo, passei todo esse tempo da minha vida andando a pé, de ônibus, de caronas e passando por humilhações, deixando de ir e vir etc. Mas acredito que, misteriosamente, não era hora, nem tempo, e falando em tempo...no dia 26/11/2014 chegou meu tempo, e eu me aproximei novamente do túnel e, mesmo com todo medo do mundo, dessa vez entrei e constatei que, apesar da imensa escuridão, logo na entrada fui recebida por uma luz linda, brilhante, apaixonante, a secretária  da unidade de Santana.

Obrigada! Na sequência, também na entrada do túnel, na verdade nele inteiro, lá estava iluminando muito a psicóloga Fabiana Saghi, profissional, irmã, amiga, amorosa, nascida em março, que um dia poderá vir a escrever um livro, e é motorista de carro e de cavalo, mãe porque é insistente. “Não desista”, Fabi! Obrigada! E para ajudar a não desistir, brilham também as luzes fortes, confiantes, encorajadoras, habilidosas dos agentes terapêuticos  Rafael, Tiago, Gustavo, Marcos. Obrigada!

Ao longo desse túnel, tive a grande felicidade de ser iluminada também pelas minhas, inesquecíveis amigas do grupo de terapia, no qual tenho a honra de citar seus nomes: Edila, Carol, professora Inês, Izilda, Naíde, Joalene, Elaine, Andréia, Fernanda, Gisele, Roseli, Jaqueline, universitária Isabel, Paula, psicóloga Odete, Universitária Natalia, Drª Roxana. Quero que saibam meninas, vocês são motoristas vencedoras de limites e muito iluminadas, muito, muito obrigada!

Secretária Ingrid, você é uma luz meiga, eficiente. Obrigada!

Os meus amigos com os quais convivo também em Piracicaba, torceram, mais que torceram, iluminaram! Obrigada!

Não posso deixar de falar sobre as luzes dos meus familiares que, de forma muito especial, estão neste túnel. Família! Obrigada!

E bem lá no alto se encontra a luz que mais ilumina é a do meu pai querido que partiu deixando saudade, mas, como um bom pai, não deixou a luz do túnel apagar. Peço licença para deixar esse espaço vazio e um minuto de silêncio.

 

Papai Obrigada!

Pois bem, continuei dirigindo dentro do túnel cheio de luzes “contratadas” da clínica, isso é: todas as diversidades possíveis, imagináveis, impossíveis e inimagináveis que enfrentamos ao dirigir, e, quando eu estava quase compreendendo tudo isso, fui surpreendida por uma doença que ofuscou o brilho e tive que estacionar dentro de um hospital por um período.

Enquanto me recuperava e agradecia a Deus, também refletia sobre algumas luzes.

Após essa parada forçada, mas cheia de reflexões, cito a página 22, do livro da autora Cecília Bellina, “Dirigir sem medo”:

“Hoje sou uma ex-fóbica e me tornei então, uma motorista defensiva, consciente e feliz”, e que dirige seu novo Ka vermelho, que a Fabi chamava de Gol, Golzinho He He He “(risos).

Ah, dirijo também até o Mercado Municipal e compro melancia! Tem sabor de vitória!

 

Ki-de-li-ci-a!

 

Fabi além do meu muito obrigada, tenho a ousadia de acrescentar mais um nome para a Clínica.

Clínica “Luz’’ Psicoterapia Escola Cecília Bellina, porque aqui a equipe toda me tornou uma motorista iluminada.

 

Desejo imensamente que esta carta seja luz para todos que um dia possam ler.

 

Peço, nas minhas orações, que Maria e Jesus intercedam a Deus para sempre sermos iluminados passando dirigindo neste túnel que, na verdade é o mundo. Obrigada! Amém!

 

 

Prof.ª Motorista. I.M.G.

 
 

Assertività - Tatuapé

 

São Paulo, 11 de agosto de 2018

Tirei minha carta de habilitação aos 21 anos, na época foi um processo tranquilo, estava feliz porque meu pai pretendia comprar um carro e seria útil para toda família, mas devido a problemas financeiros, a compra do carro foi adiada.

Recordo-me de um acidente de carro, não sei precisar o ano, meu vizinho (que era condutor do veículo e dirigia muito mal) meu pai e eu estávamos no banco traseiro ao fazer uma curva acentuada à direita, o carro bateu de frente com o  veículo na direção oposta, graças à Deus não nos machucamos, mas fiquei durante 30 dias com medo de estar dentro de qualquer veículo em locomoção, sentia taquicardia, calafrio e sudorese, uma sensação inexplicável, mas aos poucos essa sensação passou.

Em 2013 comecei a juntar minhas economias e comprei meu primeiro carro, como estava sem dirigir a muito tempo, paguei aulas de direção para habilitados e sempre os instrutores diziam que eu estava dirigindo bem, na verdade eu dirigia melhor sem eles, mas algo internamente me dizia que faltava algo, mas não sabia o que era.

Em 2014 comprei meu carro, fiquei extremamente feliz, mas quando ocorreu o nosso primeiro encontro, o que para muitos seria “um sonho”,  tornou se “ um pesadelo”, o meu carro passou a ser um Monstro, eu tinha medo de entrar nele, meus pais diziam para eu sair com o carro, até que eu tentava, mas toda vez que eu pegava o carro, era um enfrentamento devastador, voltava pior do que estava.

Recordo da última vez em que acordei decidida a enfrentar essa angústia, estávamos eu e meu pai, decidi ir na feira no jardim Santo Antônio em Osasco, quando peguei um engarrafamento intenso na Av. Sarah Velloso, eu simplesmente travei, meu coração disparava, sudorese intensa, boca seca, sentia minha musculatura superior travada, as buzinas perfuravam meus tímpanos, meu pai percebeu meu desespero e pediu que eu estacionasse o carro, e ele assumiu a direção. Quando cheguei em casa, fui direto para o meu quarto, chorei copiosamente de raiva, me senti impotente, incapaz e percebi o Medo patológico, que me impedia de dirigir meu carro e minha vida, decidi que eu precisava de ajuda, precisava me libertar desse monstro que habitava minha mente.

Pesquisei sobre o medo de dirigir na internet, e encontrei relatos da Psicóloga Cecília Bellina no You Tube e decidi enviar um e-mail para a Clínica Cecília Belina.O meu e-mail foi respondido pela Psicóloga Sheila e foi agendada uma entrevista. Ao chegar na clínica, fiquei impressionada com a receptividade da Miss Simpatia Maria Elena, a estrutura física, as cores que transmitiam um ambiente acolhedor, respondi um questionário que foi dado pela Sheila, no primeiro momento tive a sensação que ela lia meus pensamentos e a minha comunicação não verbal, fomos para a avaliação com o carro, estava muito tensa, não sei precisar quanto tempo fiquei no carro,  mas parecia uma tortura psicológica. No retorno da avaliação com o carro, a Sheila deu o feedback, disse que a minha personalidade muda na direção ,a expressão de medo e a rigidez muscular são nítidas, elogiou a minha noção de espaço, me orientou como era realizado o trabalho na clínica, que teria aulas práticas com os Assistentes Técnicos e Terapia em Grupo, perguntei em média quanto tempo levava para o tratamento, ela disse que em média 9 meses, eu disse que era um parto, mas ela enfatizou que a alta depende de cada indivíduo, o tempo varia.

Comecei o tratamento e com o decorrer das aulas práticas e da terapia em grupo, fui observando que eu e minhas colegas em grupo, além do medo de dirigir, temos em comum o perfeccionismo e o medo de errar, apesar de sermos tão diferentes.

No início por ser mais fechada, achava a terapia em grupo desnecessária, mas com o tempo comecei a ouvir o relato das minhas colegas e percebi que as suas dúvidas e anseios eram iguais aos meus, e isso se torna uma inspiração para a vida, comecei a me abrir, passei a me enxergar como ser humano e me permitir errar e aceitar os meus erros. A partir do momento que comecei a me cobrar menos, a curtir as aulas não como obrigação, mas como uma aula prazerosa, aprendizado para a vida, as aulas começaram a evoluir, passei a levar as dicas da aula e da terapia para minha vida, isso refletiu em tudo, desacelerei, fiquei mais zen, não levava mais trabalho para casa, passei a ser menos crítica comigo mesma, com isso percebi nitidamente a minha evolução.

Em Agosto de 2017 comecei a fase das Tarefas, não foi fácil, é o Enfrentamento do Medo entre você e você mesmo, medo que vem disfarçado de preguiça, cansaço, chuva, falta de dinheiro, mas apesar de todas essas desculpas me empenhei e aos poucos fui percorrendo longos percursos, me perdi diversas vezes, mas me encontrei superando objetivos além do eu imaginei, passei pela Avenida Paulista, Consolação, Avenida Faria Lima, Rodovia Raposo Tavares, Marginal Tietê, Radia Leste, Taboão da Serra, Cotia, Rodovia Dutra, Embu das Artes e Tatuapé, ufa foi tão divertido.

Não sei se você está ou estará na fase de tarefas, mas lembre-se que a Alta do tratamento, depende exclusivamente da sua força de vontade e enfrentamento, por isso quanto mais você se tornar íntimo do seu carro, você com certeza, terá a sua tão sonhada Alta.

Aos poucos o carro foi se tornando íntimo na minha vida, me sentia feliz ao ir ao supermercado, na feira, ao trabalho diário, enfrentei tempestades, trânsito intenso, neblina, nevoeiro e até alagamento, mas o principal de tudo foi que eu enfrentei o Monstro que habitava minha mente, que era o Medo, você ouviu bem, era, porque hoje Graças à Deus, e a competência de profissionais como a Psicóloga Sheila, os Assistentes Técnicos e Anjos Tibetanos Veiculares: Fernando e Rafael, as Secretárias Miss Simpatia: Maria Elena e Fabíola, estou Amando dirigir, sinto muito feliz por ter conquistado minha autonomia, e posso dizer que sou livre para ir e vir com o carro para qualquer lugar, porque me sinto capaz, e posso afirmar que Dirigir é empoderamento.

Agradeço minhas colegas de grupo por compartilharem suas histórias de vida, como a vida não é linear, algumas conseguiram o seu objetivo, outras postergaram o seu objetivo. Vocês fazem parte da minha história e sempre terão um lugar no meu coração e nas minhas orações: Antônia, Belô, Silvia, Cris Eliane, Patrícia, Elizabete, Gracia, Lilian, Diva, Ana Paula, Fernanda, Cristiane, Mariana, Lúcia e Felícia.

Despeço-me da clínica após 1 ano e 8 meses, aproximadamente 600 dias, ao pesquisar na internet que parto demorava esse tempo, descubro que seria o parto de um Elefante, para os indianos o elefante significa Sabedoria, e ao avaliar tudo que vivi na clínica, posso dizer que aprendi com meus erros.

Hoje dia 11/08/18, saio da clínica muito diferente daquela que entrou aqui pela primeira vez, ocorreu o nascimento de uma pessoa mais serena e determinada, que tem Sabedoria para transformar os erros em acertos. Só tenho uma palavra a dizer “Obrigada”.

 

Lembre-se: 

 

Seja um Arquiteto dos seus Sonhos

Um motorista da vida dirigindo no escuro

Um Plantador de Esperança

Cultivando em cada criança

Um Adulto Sonhador!!!

“Bráulio Bessa”

 

A.S.O.

 

São Paulo, 11 de agosto de 2018.

Chegou o grande dia:  a minha tão sonhada alta! E acima de tudo posso dizer a todos que estou apta a dirigir.

Foi uma longa jornada desde os 18 anos quando resolvi tirar a minha habilitação, e larguei o processo no meio do caminho por encontrar pessoas mal preparadas para me ajudar e naquele momento quando achei que seria o máximo dirigir, sair com as minhas amigas o processo se tornou-se uma tentativa frustrante de alcançar a minha independência.

Depois de 9 anos, fui lá e, comprei o meu primeiro carro, sem habilitação, mas com uma vontade imensa de dirigir, conheci meu marido que trabalhava comigo na época, que me dava aulas todos os sábados, me preparando para fazer a prova no Detran, e a tão sonhada habilitação foi
conquistada.

Comecei a dirigir e de repente o medo me consumia e eu acabava desistindo, era uma frustração enorme para mim, via todas minhas amigas, cunhadas e conhecidas que dirigiam e eu não conseguia, me sentia incapaz e inferior as outras pessoas, cheguei muitas vezes a chorar, mas sempre lá no fundo do meu coração vinha uma força e me falava que eu era capaz e para não desistir do meu grande sonho.

Passados alguns anos, vendi meu carro para me casar, e o fato de eu ainda não dirigir me incomodava muito, ter minha própria independência, me sentia pequena perto das outras pessoas, mas não desisti, fui atrás de informações sobre escolas para habilitados, vi ali a chance de superar o
meu medo de dirigir.

Aí em 2013 uma amiga minha indicou uma Clínica para pessoas habilitadas, fui até lá com uma esperança enorme que dessa vez seria diferente, adquiri bastante técnica e domínio do carro e ali pude constatar que sabia dirigir, mas faltava algo, a parte emocional não me ajudava, não tinha
equilíbrio emocional, não tinha tranquilidade para dirigir, e nesta parte a clínica deixou muito a desejar, sem o apoio psicológico tanto por parte de psicóloga e também dos próprios instrutores que se mostravam bem despreparados para lidarem com o lado emocional das pessoas.

Aí comecei a me desmotivar, desisti de fazer as aulas, via que a cada dia o medo aumentava e me consumia, até que deixei mais uma vez o medo me dominar, sempre arrumava desculpas: as famosas "muletas" para não dirigir, e aos poucos desistia novamente, e aquele sentimento de
incapacidade, uma sensação enorme de frustração, de não realizar o meu grande sonho que era dirigir já estava virando um pesadelo.

E assim passaram-se mais 3 anos, percebia que a vontade de dirigir era enorme, mas também sabia que o meu maior inimigo era o medo, e que necessitava de ajuda psicológica, principalmente na parte emocional, aí vi uma entrevista da Cecilia Bellina no Fantástico sobre medo de dirigir,
e me identifiquei com aqueles casos que foram mostrados, onde resolvi criar coragem e procurar a unidade mais próxima de minha casa que é a unidade do Tatuapé.

Cheguei aqui na Clínica já dizendo que seria a minha última tentativa, coloquei todas as minhas fichas na Clínica, ou era tudo ou nada, e assim comecei a fazer minhas aulas de direção, e cada vez mais me aperfeiçoando. Participava dos grupos que foram fundamentais para eu expor todas as minhas dúvidas, medos, frustrações, e ouvir relatos de colegas que estavam passando pelas mesmas dificuldades.

E percebia que a cada dia estava melhorando, tanto na parte técnica como no emocional, vi que o tratamento me tornou uma pessoa melhor e mais segura de mim mesma, adquiri muito aprendizado com as psicólogas Claudia e Sheila, com os ATs e com as minhas amigas companheiras
de grupo. No início do tratamento descobri que iria realizar um dos maiores sonhos da minha vida que era ser mãe, mesmo assim continuei o tratamento até o final da gestação, dei uma pausa e retornei dois meses depois do nascimento da minha filha, com força total e com objetivo de finalizar meu tratamento.

Quando fui liberada para as tarefas sentia muito orgulho de mim mesma por estar evoluindo, o momento que mais me marcou foi quando eu cheguei aqui na Clínica dirigindo o meu carro sozinha! ...até chorei de emoção, foi maravilhoso, um sentimento de vitória, de superação, de orgulho, foi o máximo, pude constatar ali que estava preparada para dirigir em qualquer lugar, sem medo, superando desafios, o tal famoso sentimento de liberdade eu havia conquistado, hoje posso dizer que sou uma motorista com muito orgulho.

 

Hoje primeiramente agradeço a Deus por essa conquista maravilhosa em minha vida, que nunca me deixou desistir deste sonho, ao meu marido, que sempre esteve ao meu lado e a ele dedico essa vitória, por ter acreditado que eu era capaz e me dado apoio nos momentos mais difíceis, as psicólogas Claudia e Sheila que sempre com seus ensinamentos, conselhos e experiências, me ajudaram muito nesta conquista, aos Ats  Fernando e Rafael que sempre tiveram muita paciência e mostraram ser profissionais bem preparados que me ensinaram macetes de direção, as
recepcionistas Maria Helena e Fabiola que sempre simpáticas e solicitas, e as minhas companheiras de grupo Lucia, Alicina, Felícia, Mariana, Fernanda, Rita e todas as meninas que foram de outros grupos que passei, só tenho a agradecer pelas trocas de experiências, conselhos, gratidão a todos vocês.

E deixo uma mensagem para todas vocês "Sonhem, lutem, corram atrás, realizem. Mas nunca desistam, pois nada é impossível quando temos força, foco e fé."

 

Um super beijo para todos e fiquem com Deus

C. A. A.

 

 

São Paulo 11 de agosto de 2018.

Que momento difícil! Não sei como e nem por onde começar. É um misto de emoções e sentimentos.

Comecei minha trajetória na clínica em novembro de 2016, grávida de três meses, fiz minha primeira aula com a Sheila em 26/11 e daí por diante continuei essa árdua tarefa de me tornar uma motorista, fazendo uma pausa para licença maternidade.

Sinceramente, pensei que esse dia muito esperado não chegaria a tão sacrificante e dolorosa alta, vinha para os grupos e ouvia cada depoimento das meninas principalmente as que estavam em um nível avançado de tarefas e dizia, nossa será que chego?

Realmente parecia um objetivo quase que inatingível. Assim os dias, meses foram passando. Vinha para as aulas e confesso que alguns dias eram verdadeiras torturas... iniciando do momento que me preparava para sair de casa, afinal tenho muita dificuldade em lidar com a mudança de rotina e ao que é novo, ao mesmo tempo que era necessário me empenhar nas aulas tendo que conciliar com a mais importante tarefa, aprender a ser mãe.

E por muitas vezes pensei, pensei mesmo em desistir jogar tudo para o alto e só não chutei o balde porque teria que voltar para buscá-lo onde fosse parar, sofri muito com os erros, as raladas que dei no meu carro e principalmente por muitas vezes me senti inferior, diminuída e até burra perante outras mulheres da minha família que dirigem há muito tempo e tem seus próprios carros. Graças a Deus não desisti continuei aos trancos e barrancos, afinal trabalhar o dia todo, cuidar da casa, filho, cachorro e marido e vir para as aulas e grupo foi muito difícil. Agora sinto uma felicidade imensa, motivada, um alívio, fui persistente mesmo contrariando a minha vontade por diversas vezes, enfim consegui completar mais um ciclo na minha vida.

Olho para trás e lembro os sábados que trazia a família inteira, sim, marido, Helena e cafezinho (meu cachorro). Reconheço que, não foi um sacrifício só meu e sim de toda minha família, mesmo com seu jeito estranho de demonstrar apoio meu marido fez parte desse processo, somos vencedores e merecedores dessa alta. Sinto um nó na garganta e lágrimas nos olhos lembrando também o início, da recepção sempre carinhosa, delicada, cuidadosa e atenciosa da Maria Helena, das vezes que a Cris (Cristiane) cuidou da Helena para eu fazer as aulas. Saber que aqui na clínica me tornei mãe e motorista: “que orgulho por estas conquistas”!. Descobri que sou capaz! Agradeço a Deus que todo momento estava, esteve e sempre estará no controle da minha vida.

 

Aqui fiz amizades que vou levar por toda vida, inclusive a Cris: criamos uma amizade próxima por conta também das nossas meninas, é muito bom amo vocês todas. Hoje me sinto uma mulher poderosa que trabalha de carro, levo, busco minha filha na escola, vou ao salão, para igreja e é tudo fantástico...essa sensação de liberdade, independência e detalhe, dirigindo em São Paulo algo que nunca imaginei.

Peço desculpas, não sou muito boa para falar de mim, deixo essa simples carta registrada na história da clínica. Obrigada às psicólogas Cláudia e Sheila pelo profissionalismo em me ouvir, mesmo que algumas vezes muito nervosa e estressada; aos meninos (ATs) que também tiveram muita paciência. Ah! E como não me lembrar da aula de baliza com o Rafael, tivemos uma crise de riso incontrolável foi demais, também teve aula que eu nervosa disse, quero voltar à clínica e pacientemente meu pedido foi aceito. Valeu a pena sacrificar muitos finais de semana por algumas horas para estar aqui, sacrificar de dormir até mais tarde, deixar de caminhar pela manhã com minha família sentindo o sol quente na pele, cuidando dos afazeres domésticos ou até de ficar sem fazer nada mesmo, valeu por cada lágrima derramada por angústia, dor física, psicológica e que hoje são de felicidade. Vou sentir saudades! Calma! Não da rotina de aulas e tarefas, sentirei saudades de vocês do convívio, afinal fazem parte da minha história, que Deus abençoe a vida de cada um.

Com vocês e suas histórias de vida real, aprendi: todos nós temos capacidade, basta ter coragem, determinação, persistência, paciência e acreditar para enfrentar nossos medos. Respeitando nosso tempo que é diferente para cada pessoa.

Abraços

L.K.

 
 
 

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